A Ultima Valsa Punk

End of the Century

End of the Century

Saudações galera esperta que acompanha nossos devaneios.

Como falei do livro “Coração Envenenado: Minha Vida com os Ramones” essa semana dou uma dica que pode ser encarada como um complemento/acompanhamento do livro.

“End of Century: The Story of Ramones” é o que o titulo diz: um documentário sobre os Ramones uma das bandas, senão “a banda”, mais influente dos últimos 50 anos, agradando a um publico diverso, desde punk rockers, hardcores, head bangers, indies até, eu já vi, ninguem me falou, pessoal do pop e do forró!!!

Tudo começou quando três desajustados sociais de Forest Hills, subúrbio de Nova York, juntam-se para seguir o caminho oposto de tudo aquilo que acontecia na época.

O ano é 1974.

De saco cheio de solos virtuosos de 10 minutos, esses desajustados compram uns instrumentos baratos e com uma primeira formação, Johnny (guitarra), Joey (bateria) e DeeDee (baixo e vocal) começam a ensaiar temas curtos e rápidos.

Com o tempo Tommy entra no grupo assumindo a bateria e a line up da banda foi reconstruída, com Joey indo para os vocais, Johnny permanecendo na guitarra e DeeDee no baixo.

O lendário berço do Punk Rock

O lendário berço do Punk Rock

Como eram fãs dos Beatles, adotaram Ramone como sobrenome (Ramone foi o nome homônimo usado por Paul McCartney, na época em que os Beatles iam para a Alemanha, para se hospedar em hotéis em uma tentativa de despistar a imprensa e os fãs) surgindo assim o nome da banda: THE RAMONES.

Os quatro rapazes conseguem marcar uma primeira apresentação num clube novaiorquino chamado C.B.G.B.(Country Blue-Grass and Blues) onde deveria ser palco apenas para as bandas de country. Com um repertório de 16 músicas (todas com menos de 3 minutos) e usando jaquetas de couro, calças jeans rasgadas e o habitual tênis sujo, chegam ao final do ano com 25 apresentações no C.B.G.B.

O filme traz entrevistas com todos os integrantes da banda (do trio original – Johnny, Joey e Dee Dee – até o “caçula” C.J., passando por Clem Burke, do Blondie, que chegou a tocar em alguns shows, usando o nome “Elvis Ramone”) e depoimentos de empresários, produtores, executivos da indútria e admiradores famosos (numa galeria que inclui Kirk Hammet, do Metallica, e John Frusciante, dos Chili Peppers).

Mas ao invés de mostrar a história dos Ramones disco a disco, o documentário concentra-se no perfil de cada músico, na tumultuada relação entre eles e, principalmente, em seu legado – como um bando de losers, contrariando todas as expectativas, conseguiu promover uma verdadeira revolução musical e – por que não? – cultural.

Reza a lenda que Dee Dee passou a fazer sua famosa contagem antes de cada música para imitar I Saw You Standing There, dos Beatles (que começa justamente com um “one, two, three, four!” gritado por Paul McCartney). Ao longo dos anos, os Ramones passaram de fãs a ídolos, inspirando gerações e gerações de moleques que aprenderam que não é preciso ser um galãzinho ou um músico virtuoso para empunhar uma guitarra.

E que até o mais esquisito dos sujeitos pode se tornar cool. Ou, como resumiu Joe Strummer, do The Clash: “Acho que os Ramones deram aos jovens do mundo todo um bocado de amor-próprio”.

Malcolm McLaren estava presente nessa histórica primeira apresentação dos Ramones, comprou a ideia e, quando voltou para Londres, pegou os figurinos da loja que tinha em sociedade com Vivienne Westwood, a Sex, e pegou 4 “Pistols” na rua para fazer de Ramones ingleses. Mas isso fica para outro dia! ; )

@Gutemhc

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    • bihguerra
    • 8 de junho de 2010

    HAHA ACREDITA Q EU VENMDI O MEU DESSE POR 10,00 na galeria?
    afadfasadfsaf

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