Archive for the ‘ Livros ’ Category

Pé na Estrada

Esse é um post meio particular, afinal de contas pude enfim comprar o livro que estava buscando há tanto tempo! Segunda passada estava chegando no trabalho (meio correndo) quando passei em frente à uma banca de jornais e me deparei com o título “On The Road” (1957) de Jack Kerouac. Estiquei o braço e peguei o exemplar e conferi o preço R$21,00.

Como estava atrasado não comprei, mas voltei à banca no dia seguinte e comprei meu exemplar!

Agora estou satisfeito com a minha aquisição, e depois das primeiras folheadas sinto que esse livro tem mais história pra contar fora das páginas do que propriamente dentro do livro. Lendo a intro do tradutor Eduardo Bueno, fiquei surpreso pela influencia que este livro teve na vida de pessoas muito famosas. Vou transcrever aqui um trecho…

…Bob Dylan fugiu de casa depois de ler On The Road. Chrissie Hynde dos Pretenders, e Hector Babenco, de Pixote, também. Jim Morrison fundou o The Doors. No alvorecer dos anos 90, o livro levou o jovem Beck a tornar-se cantor, fundindo rap e poesia beat. Jakob Dylan, filho de Bob, deixou-se fotografar ao lado da tumba de Jack em Lowell, Massachussets, como o próprio pai fizera, vinte anos antes. Em 1992, Francis Coppola, Gus Van Sant e Johnny Depp envolveram-se numa filmagem nunca concretizada do livro – e, apesar da diferença de idade, os três compartilham o mesmo fervor reverencial pela obra.”

Interessante não?

Mas apesar de ser um livro tão influente, Jack Kerouac não vivia uma vida de luxos, havia escrito 6 livros sem conseguir que fossem publicados, conforme carta que Jack enviou para um amigo em 1956:

O que eu tenho? Tenho 35 anos. Uma ex-mulher que me odeia e que gostaria de me ver na cadeia. Uma filha que nunca vejo. Um bolso vazio. Minha própria mãe, após todos esses anos de labuta e lágrimas, ainda rala o rabo numa fábrica de sapatos. E eu não tenho um só centavo, nem para uma puta que preste. Maldito seja! Filho da puta! Às vezes penso que a única coisa pronta pra me aceitar é a morte. Nada nesse mundo parece me querer, ou lembrar-se de mim. Sabe o que eu acho dessa vida desprezível? Vou abandonar essa história de romances épicos e tentar concentrar meu talento – se é que tenho algum – no que quer que não seja escrever. O que sei é que existem apenas dor e desespero aguardando por nós todos, especialmente por mim. Sou o mais solitário escritor da América, e vou lhe dizer por quê: por que escrevi seis longos romances desde março de 1951 e nenhum deles foi aceito até agora, agora, AGORA!”

Poucas semanas depois On The Road, foi aceito e publicado somente um ano depois e, quase que por acaso, aclamado pelo The New York Times.

Esse livro se tornou a Bíblia hippie dos anos 60, pois escancarou ao mundo o lado sombrio do sonho americano, a partir da viagem de dois jovens – Sal Paradise e Dean Moriaty – que atravessaram os Estados Unidos de costa a costa. Acredita-se que Sal Paradise, o personagem principal, seja o próprio Jack Kerouac.

Agora à leitura… depois eu volto pra falar o que achei!

@rafa_castillo

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De Eyjafjallajoekull à Reykjavík


Fugindo um pouco da visão “punk” que vocês adquiriram sobre a minha pessoa, hoje falarei sobre um livro que li a alguns anos atrás e, mais do que registro de estilos musicais, é o registro de um pais inteiro!
“Rumo à Estação Islândia” de Fábio Massari, ex-VJ da MTV, é um misto de diário de viagem com um jornalismo gonzo investigativo. Registrando “in loco” a cena musica de Reykjavík, capital da Islândia, e imediações.

Para quem conhece o ex apresentador do “Lado B MTV” vai identificar a narrativa “massariana”, onde chega a tratar sua coleção de LP´s como uma pessoa, se referindo a ela na terceira pessoa.

Para o leigo em sons “indie”, quando se fala em Islândia pensasse em Björk, realmente ela é a “que deu certo”, mas não quer dizer que seja a melhor (também não estou dizendo que é a pior ou que não é boa…) ou a unica, mas a Islândia, apesar de ser uma ilha minúscula, é maior que isso.

Realmente em vários momentos no livro é falado sobre esse “estigma da Björk”, a verdade é que muitas bandas quebraram a barreira do idioma impronunciável e fizeram/fazem sucesso fora de lá!

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‘Cause everybody has a poison heart

 Coração Envenenado: Minha Vida com os RamonesSaudações companhas, hoje vou indicar um livro para a galera.

“Coração Envenenado: Minha Vida com os Ramones” pode ser definido com uma “longa entrevista” de Dee Dee Ramones, nascido Douglas Glen Colvin, natural da Alemanha(muitos não sabem disso), filho de pai militar americano servindo na Alemanha pós-guerra com mãe alemã, à Veronica Kofman.

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