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Grunge is Dead… Parte Final

Peço a todos desculpa pela minha ausência nas últimas semanas, mudanças radicais aconteceram e eu ainda to no meio de uma reorganização pessoal, nas idéias, objetivos, etc, etc e etc…

Enfim, vamos voltar ao que interessa! Música… Nosso blog anda meio parado, mas prometo que ele vai voltar a crescer!

Pra encerrar o assunto pra poder abordar outros, vou finalizar o “Grunge is Dead” com a banda que foi uma grande influência musical pra muita gente. Principalmente pra mim, foi a banda que abriu meus ouvidos pro Rock e me fez amar música.

Nasce em 1986 em Aberdeen (Washington), quando Kurt Cobain juntou-se com seu amigo Chris Novoselic e após muitas trocas Chad Channing assume a bateria de forma “definitiva”.
Em 1989 a banda lança seu primeiro disco “Bleach” e a banda consegue fazer suas primeiras turnês pelos EUA, conhecendo um baterista de outra banda que se chamava Dave Grohl, que após alguns meses é chamado para fazer um teste para o disco novo que estava entrando nos planos para ser gravado. Dave então passa com louvor no teste, gerando comentários de Kurt pra Chris de que haviam achado “o melhor baterista do mundo”.

1991! A banda entra em estúdio e grava o disco que mudaria o mundo do Rock. “Nevermind” com a banda explodindo nas paradas com o single “Smells Like Teen Spirit” tocada à exaustão em várias rádios, na MTV. A banda sai em inúmeras revistas, são convidados para muitas entrevistas. Depois de um mês de lançamento o disco alcança 500 mil vendas desbancando grandes artistas como Michael Jackson.

O sucesso vem rápido de mais e Kurt não sabe lidar muito bem com o assédio, começa a ter seus primeiros problemas com drogas, se internando em uma clínica de reabilitação para se livrar do vício em heroína.

Durante o ano de 1992 a banda lança “Incesticide” (um dos melhores na minha opinião) para suprir a falta de um disco de inéditas.

Em 1993 a banda lança “In Utero que acaba decepcionando a muitos fãs por não ter o impacto que teve o Nevermind e os problemas de Kurt Cobain com as drogas faz com que a justiça se envolva, fazendo com que ele e sua esposa Courtney Love corram o risco de perder a guarda de sua filha Frances Bean Cobain. Em maio Kurt sofre uma overdose em sua casa, Kurt só não chegou ao óbito nessa oportunidade por que Courtney Love interfere e aplica uma medicação de emergência.

Ainda em 1993 a banda é convidada para estrelar o Unplugged, Kurt Cobain decide que a decoração do ambiente deveria ter velas e flores, como um velório. Destaque pessoal para a canção “Where Did You Sleep Last Night?” última canção do show, em que Kurt dá um grito incrívelmente estranho.

Em 1994 Kurt começa a ser notavelmente visto como cansado, estafado pelas turnês, começa a cancelar shows e então viaja para Roma para se encontrar com Courtney e sua filha. O casal passou várias semanas sem se ver. As expectativas de Kurt pelo reencontro levam um banho de água gelada quando Courtney diz que está exausta e quer dormir. Quando acorda na manhã do dia 4, Kurt está no chão, com o nariz sangrando. Ele havia tomado champanhe e cerca de 50 pílulas do tranqüilizante Rohypnol. Kurt deixa uma carta de despedida com três folhas, caracterizando a tentativa de suicídio. Mas, oficialmente, o fato é divulgado como uma dose excessiva e acidental de medicamentos.

Kurt volta para Seattle, e após uma reunião seus amigos, para fazer com que Kurt largue as drogas, mas o cantor reage dizendo que não tem amigos e desaparece por dias, perambulando pela cidade se drogando na casa de amigos. Mas mesmo assim Kurt se interna na clínica Exodus, fugindo após alguns dias escalando o muro. Sem ninguém saber de seu paradeiro Kurt compra uma arma de seu amigo Dylan Carlson, e segundo o estudo legista Kurt tira sua vida em 5 de Abril de 1994, com um tiro na cabeça vindo da arma que comprou de seu amigo.

Kurt é encontrado dia 8 de Abril no sótão de sua casa por um eletricista que faria reparos em sua casa. Naquele momento Kurt Cobain, 27 anos, já cultuado em vida, tornou-se mito. Um bilhete de adeus, mais curto que o escrito em Roma um mês antes, é encontrado ao lado do cadáver, e marca o fim de uma vida talentosa – porém problemática – como marca o desfecho de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos.

E pra relembrar, a melhor versão dessa música!

@rafa_castillo

A Rua e os Cães

No final dos anos 90, muita gente que assistia MTV se perguntava de quem era aquela música que tocava poucos segundos numa vinheta que apareciam um cara e umas minas andando de skate!

A música com claras influências de Descedents e Dag Nasty, mesmo só com alguns segundos, mostrava um grande potencial.

A resposta era: Street Bulldogs.

Street Bulldogs
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“Die Religion… Sie ist das Opium des Volkes”

Crossbuster

“A Religião… Ela é o Ópio dos Povos”
Carregando como logo uma cruz emoldurada com o sinal de “proibido” e um nome interpretativo, Bad Religion (Religião Má, Religião é Má, entre outros) até hoje causa um certo desconforto para algumas pessoas.

Formado em Los Angeles, Califórnia, em 1979, por Greg Graffin (vocal), Jay Bentley (baixo), Jay Ziskrout (bateria) e Brett Gurewitz (guitarra), quando ainda estavam no ensino médio, sob a influências das primeiras bandas de punk rock, tais como Ramones, Black Flag e The Clash. Fora da movimento punk, suas influências também incluem Beach Boys, Elvis Costello, Todd Rundgren, The Jam e Nick Lowe, e autores como Jack Kerouac.
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De Eyjafjallajoekull à Reykjavík


Fugindo um pouco da visão “punk” que vocês adquiriram sobre a minha pessoa, hoje falarei sobre um livro que li a alguns anos atrás e, mais do que registro de estilos musicais, é o registro de um pais inteiro!
“Rumo à Estação Islândia” de Fábio Massari, ex-VJ da MTV, é um misto de diário de viagem com um jornalismo gonzo investigativo. Registrando “in loco” a cena musica de Reykjavík, capital da Islândia, e imediações.

Para quem conhece o ex apresentador do “Lado B MTV” vai identificar a narrativa “massariana”, onde chega a tratar sua coleção de LP´s como uma pessoa, se referindo a ela na terceira pessoa.

Para o leigo em sons “indie”, quando se fala em Islândia pensasse em Björk, realmente ela é a “que deu certo”, mas não quer dizer que seja a melhor (também não estou dizendo que é a pior ou que não é boa…) ou a unica, mas a Islândia, apesar de ser uma ilha minúscula, é maior que isso.

Realmente em vários momentos no livro é falado sobre esse “estigma da Björk”, a verdade é que muitas bandas quebraram a barreira do idioma impronunciável e fizeram/fazem sucesso fora de lá!

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Glória ou Morte se tornou apenas outra história…

Prontos para mais um passeio no mundo Rock’N’Roll que existe lá fora?

Hoje falarei  de uma banda muito especial, não só para mim, mas ela foi a responsavel por muita gente gostar de punk rock e mais do que isso, não ser xiita dentro do estilo.

Essa banda em especial devia ter alguma estátua em um parque publico ou nome de rua com os seus integrantes, pois eles foram importantes e diferentes desde o começo!

Formada em 1976 como parte da primeira onda do punk rock britânico, mas eles foram além do punk, experimentaram outros gêneros musicais, como reggae, ska, dub, funk, rap e rockabilly. Durante grande parte de sua carreira, consistiu, na maior parte do tempo de sua formação original, com exceção do baterista, que deixou o grupo em 1982, e atritos internos resultaram na saída de Jones no ano seguinte. O grupo prosseguiu com novos membros, mas acabou no início de 1986.

Letras politizadas, experimentação musical e atitude rebelde tiveram uma influência profunda no rock, em especial no rock alternativo. Eles são amplamente referidos como “a única banda que importa”, uma alcunha comercial originalmente introduzida pela gravadora do grupo, a CBS. Em janeiro de 2003, a banda, incluindo o baterista original, Terry Chimes, foi introduzida no Rock and Roll Hall of Fame. Em 2004, a Rolling Stone classificou-os como trigésimo maior artista de todos os tempos.

Ainda não sabem de quem estou falando?

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Suburbia

SuburbiaSaudações, mosherz!

Suburbia é um filme de 1984 escrito e dirigido por Penelope Spheeris sobre punks suburbanos que fogem de suas casas. As “crianças” tem um estilo minimalista, um estilo de vida punk squatters (Squat é o ato de invadir prédios abandonados e dar uma função social a eles. É Proibido no Brasil, legalizado na maior parte da Europa e Estados Unidos. É conhecido como Okupa no Brasil e Portugal) em casas suburbanas abandonadas de Los Angeles. Os punks são representados por Chris Pedersen, Bill Coyne e o baixista do Red Hot Chili Peppers, Flea, que já fez outros filmes, entre outros.

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Deus salve a Rainha!

Lembro quando era pequeno e vi na TV uns sujeitos de cabelo arrepiados, calças rasgadas e voz desafinada, mas cantando no tempo, repetia um refrão dizendo que todos nós eramos uns “Sem futuros”. Aquele riff ecoando pelo meu canal auditivo e atingindo o meu cérebro com energia e vigor. Fiquei hipnotizado com o show. Não entendia o que eles falavam nem a importância deles. Só iria descobrir isso uns 7 anos depois.

O ano era 1993. Eu tinha 7 anos.

Como disse no ultimo post, Malcom McLaren foi um dos maiores responsáveis pela propagação do punk-rock no Reino Unido. Ele tinha uma loja chamada “Let It Rock”, uma loja de roupas para a nova geração de teddy boys – filhotes das gangues originais, surgidas nos idos de 53. Desde então, McLaren tornou-se uma celebridade entre músicos e modernos londrinos.

Em 1973, os integrantes da banda protopunk “New York Dolls” entram na “Let It Rock”. O visual da banda (uma mistura de glitter e sadomasoquismo) conquista McLaren e ele vira seu empresário. Em Nova Iorque, percebe o quanto os New York Dolls estavam ultrapassados e pula fora. Leva a semente do Punk para a terra da Rainha.

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